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10/04/2026Centro TEA completa 1 ano com avanço na autonomia de pessoas com autismo e acolhimento das famílias
Um ano após a inauguração, o Centro TEA Marina Magro Beringhs Martinez, da Prefeitura de São Paulo, já produz mudanças concretas na vida de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e de suas famílias. Casos de crianças que avançaram na alfabetização, passaram a realizar atividades do dia a dia com mais autonomia e ampliaram a convivência social ilustram o impacto do serviço da gestão municipal, pioneiro na América Latina. No período, foram realizados mais de 300 mil atendimentos, e atualmente cerca de 1,4 mil pessoas com autismo são acompanhadas pela unidade, além de mais de 1,3 mil famílias atendidas.
Longe de ter o aspecto hospitalar ou de uma clínica de terapia comum aos locais de atendimento a esse público, o Centro TEA é uma revolução para pessoas com autismo e suas famílias, porque alia a busca pela autonomia a uma série de atividades que envolvem esportes, cultura e educação.
Atualmente, a unidade acompanha cerca de 1.400 pessoas com autismo em atendimento ativo, com predominância do público infantil: 60,37% são crianças de 6 a 13 anos, enquanto adolescentes representam 15,84% e adultos, 23,79%. Todos os usuários possuem diagnóstico confirmado de TEA.
Os atendimentos são definidos por equipe multidisciplinar, com base nas necessidades de cada participante, e incluem sessões individuais com profissionais como assistentes sociais e psicólogos, além de atividades coletivas, como oficinas, grupos terapêuticos e ações socioeducativas.
Entre as atividades mais procuradas estão práticas de vida diária (AVD), atividades aquáticas, culinária, música e jardinagem, voltadas ao desenvolvimento de habilidades sociais, autonomia e qualidade de vida.
Além dos atendimentos clínicos, o espaço conta com cerca de 100 colaboradores e oferece oficinas complementares como psicomotricidade, expressão corporal, informática, comunicação alternativa, arte, música e apoio às famílias, promovendo inclusão e socialização.
Nas atividades de culinária, por exemplo, o trabalho respeita as particularidades sensoriais de cada participante. “Muitas famílias, por medo, acabam não incluindo os filhos em atividades na cozinha. Aqui, respeitamos o tempo de cada um. Aos poucos, eles vão se aproximando”, explica a professora Francini Silvestre Gea. Segundo ela, os aprendizados ultrapassam o espaço das oficinas, com relatos frequentes de reprodução das atividades em casa.
O espaço também promove acolhimento aos responsáveis. “É fundamental que, enquanto os filhos são atendidos, eles possam cuidar de si e trocar experiências”, afirma a educadora física Isabela de Oliveira Luz.
O acompanhamento dos usuários é feito por meio de planos individuais, com monitoramento contínuo da evolução e ajustes nas estratégias adotadas, sempre com participação das famílias.
O Centro TEA atende moradores de todas as regiões da capital e integra a política pública da Prefeitura de São Paulo para ampliação da rede de atendimento às pessoas com TEA, com previsão de implantação de mais três unidades até 2028.
Piscina coberta, quadra de esportes, oficinas de música, dança, teatro, pintura, uma casa mobiliada onde pessoas com autismo podem desenvolver habilidades de autocuidado são algumas das características do Centro TEA Marina Magro Beringhs Martinez, o primeiro da América Latina, inaugurado pelo prefeito Ricardo Nunes com o objetivo de promover o desenvolvimento, a inclusão social e a autonomia das pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) e suas famílias.
Localizada em Santana, na Zona Norte da capital, a unidade recebeu um investimento de R$ 119,4 milhões e leva o nome de Marina Magro Beringhs Martinez, procuradora do município que construiu ao longo de 20 anos de atuação uma trajetória marcada pelo compromisso com o bem comum e a defesa dos direitos sociais. Conhecida como Dra. Marina Magro, também foi mãe atípica de Fernando, de 21 anos, diagnosticado com autismo, experiência que contribuiu para ampliar seu olhar sobre as necessidades das pessoas com TEA e de suas famílias. Falecida em novembro de 2024, foi entusiasta do Centro TEA e acompanhou o início do projeto, que hoje materializa parte do legado que defendeu em vida: uma sociedade mais inclusiva, acessível e acolhedora. Fonte: capital.sp.gov.br

