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08/05/2026A doença de Parkinson age lentamente, consome o organismo sutilmente, fere a moral, dilacera a alma. Todos os dias, o dia todo, ela avança sem trégua. Muitas vezes o meu corpo dói, surgem tremores, minha postura piora, minha musculatura fica rígida, minha mente falha, me sinto triste e um pouco desanimado, mas penso e me convenço que tudo funciona. Está tudo bem, se comparado com outras pessoas.
Não durmo bem, na maioria das vezes, o olfato há muito o perdi, meu paladar já não é tão apurado, minha voz falha, meu caminhar é lento e claudicante, mas me esforço para levantar todas as manhãs e lutar.
Corro para a academia, faço minhas terapias com psicóloga e fonoaudióloga, sento-me diante do computador para escrever e registrar as minhas emoções, apesar das dificuldades me entrego à leitura, cozinho, ouço rádio e músicas, vejo um pouco de televisão, sofro e vibro com o meu São Paulo. Na verdade sò sofro, vibrar tá difícil.
Lavo louça e tento manter minha memória em dia sem permitir que a doença comande o meu destino e a minha rotina. Até namoro.
Tento seguir meu objetivo, mas não tem sido fácil.
Sei que não tenho tudo o que desejei, mas também sei que tenho o que mais preciso e o que é mais precioso, minha companheira e meus dois “meninos”.Ainda me restam alguns amigos que, mesmo distantes, estão presentes no meu dia a dia.
Sei que minha vida não é perfeita, mas sou feliz e grato, por poder vivê-la.
Samuel De Leonardo (Tute)
samuel.leo@hotmail.com.br e Facebook @samueldeleonardo

