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12/06/2026Planejamento familiar: conheça os métodos contraceptivos oferecidos na rede municipal de saúde
A Prefeitura de São Paulo oferece serviços e orientações de planejamento familiar, um direito garantido por lei que permite a homens e mulheres refletirem sobre o melhor momento para exercer a parentalidade, caso esse seja seu desejo. A iniciativa também inclui o acesso gratuito a diferentes métodos contraceptivos na rede municipal de saúde.
Seja qual for o projeto de vida de cada pessoa, o planejamento familiar contribui para evitar uma gravidez não planejada. Os métodos contraceptivos disponíveis podem ser reversíveis ou permanentes, hormonais ou não, de uso diário ou de longa duração, além de apresentarem diferentes indicações e possíveis contraindicações.
Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital contam com grupos de planejamento familiar. Nesses espaços, a população recebe orientações sobre contracepção e também participa de discussões relacionadas à sexualidade, aos direitos sexuais e reprodutivos.
Veja quais os principais métodos oferecidos na rede, aos quais homens e mulheres podem ter acesso.
Camisinha interna e externa – é o principal método de barreira, ou seja, impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo por meio de barreira física, além de também proteger contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). São distribuídos gratuitamente nas UBSs.
Pílula anticoncepcional – um dos métodos contraceptivos mais usados em todo o mundo, marcou um importante avanço no que diz respeito ao aumento da autonomia feminina. As pílulas mais utilizadas são as combinadas, compostas por estrogênio e progesterona sintéticos, semelhantes aos hormônios produzidos pela mulher. Esse tipo de pílula impede a ovulação e atua também sobre o muco cervical, dificultando a entrada do espermatozoide. O uso de hormônios possui contraindicações em alguns casos, por isso é importante que a mulher converse com o especialista a respeito dos prós e contras da adoção deste método.
Contraceptivo hormonal injetável – consiste em uma injeção aplicada a cada mês ou a cada três meses, com o objetivo de impedir o organismo de liberar óvulos e de tornar o muco do colo do útero mais espesso. Da mesma forma que a pílula, é composto por um ou dois tipos de hormônios (progesterona ou uma combinação de progesterona e estrogênio).
Implante hormonal – método hormonal de longa duração, funciona por meio de um bastão inserido na parte interna do braço, liberando hormônios que impedem a liberação dos óvulos e a chegada dos espermatozoides.
DIU – Dispositivo Intrauterino – o tipo mais comum é o de cobre, que promove uma reação inflamatória intrauterina que mata os espermatozoides. É uma das formas mais eficazes de contracepção, porque é interno e não requer disciplina. Também não contém hormônios, além de durar até dez anos.
SIU hormonal – também é um método de longa duração, muito semelhante ao DIU de cobre, porém por conter hormônio (levonorgestrel) é muito indicado em situações em que a dor e/ou redução do fluxo menstrual sejam efeitos desejáveis. Assim como os outros métodos de longa duração, possui altíssima eficácia contraceptiva.
Laqueadura e vasectomia – são métodos permanentes de contracepção realizados por meio de procedimentos cirúrgicos. Na laqueadura, ocorre a interrupção das trompas uterinas, impedindo o encontro entre óvulo e espermatozoide. Na vasectomia, são bloqueados os canais deferentes, responsáveis por transportar os espermatozoides. Ambos são procedimentos seguros e eficazes, mas, por seu caráter definitivo, exigem o cumprimento de critérios previstos em lei, incluindo participação em atividades de planejamento familiar e avaliação por equipe multiprofissional.
As unidades de saúde também disponibilizam a pílula de emergência, popularmente conhecida como pílula do dia seguinte, que é um método contraceptivo emergencial usado por mulheres para evitar a gravidez indesejada ou inesperada após a relação sexual desprotegida. As pílulas emergenciais devem ser tomadas no máximo até 72 horas após a prática sexual sem proteção, e seu uso frequente não é recomendado, uma vez que contêm alto teor de compostos hormonais, tais como etinil-estradiol e levonorgestrel, podendo provocar efeitos colaterais como náusea, dor de cabeça, sensibilidade mamária e cólica abdominal.
A população pode encontrar a unidade mais próxima por meio da plataforma Busca Saúde.
Fonte: capital.sp.gov.br

