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03/07/2026
AGRADECIMENTO
03/07/2026Rede Olímpica amplia acesso ao esporte e ajuda a formar atletas de alto rendimento em São Paulo
Com crescimento de 125% no número de participantes entre 2023 e 2025, a Rede Olímpica da Prefeitura de São Paulo já atende 1.428 crianças e adolescentes de 5 a 18 anos em diferentes regiões da cidade e cria um caminho estruturado que vai da iniciação esportiva às competições nacionais e internacionais, ao transformar centros esportivos da capital em porta de entrada para o alto rendimento.
Mais do que oferecer aulas gratuitas, o programa organiza uma rede pública voltada à identificação e ao desenvolvimento de talentos esportivos, integrando treinamento técnico, acompanhamento especializado e encaminhamento de atletas ao Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) e a clubes de alto rendimento.
Recentemente, cerca de 200 jovens vinculados ao projeto já participaram de competições estaduais, nacionais e internacionais. Desde 2023, ao menos 107 atletas foram encaminhados ao Centro Olímpico ou a outras equipes esportivas.
Desenvolvida pela Secretaria Municipal de Esportes em parceria com o Instituto Movimento, a iniciativa funciona dentro da estrutura dos centros esportivos municipais, que somam mais de 40 equipamentos espalhados pela capital e reúnem cerca de 1 milhão de usuários cadastrados.
A Rede Olímpica está presente nos polos do Cambuci, Pirituba, Guarapiranga, José Bonifácio, Vila Curuçá, CERET e CEPEUSP, oferecendo treinamento em modalidades como basquete, boxe, canoagem, futebol, ginástica artística, handebol, judô, luta olímpica, tênis de mesa, vela e vôlei.
O programa se diferencia pela possibilidade de os alunos experimentarem diferentes modalidades esportivas até encontrarem maior identificação e potencial de desenvolvimento. A partir desse processo, técnicos especializados acompanham o desempenho dos participantes e identificam atletas com perfil para o esporte competitivo.
A estrutura é considerada estratégica para ampliar o acesso ao esporte de rendimento na cidade e democratizar oportunidades para jovens de diferentes regiões da capital.
“O esporte hoje representa saúde física, saúde mental, inclusão e desenvolvimento social. A Rede Olímpica permite que crianças e adolescentes tenham acesso gratuito ao esporte e encontrem oportunidades reais de crescimento dentro da modalidade que escolherem”, destaca a medalhista olímpica e secretária de Esportes e Lazer, Érika Coimbra.
O sistema também funciona como base de formação para o Centro Olímpico, equipamento municipal de alto rendimento localizado no Ibirapuera e que atualmente reúne 1.612 atletas em 16 modalidades.
Além do desenvolvimento técnico, os treinamentos trabalham disciplina, convivência, responsabilidade e trabalho em equipe. A Rede Olímpica conta hoje com 32 profissionais entre coordenadores e treinadores especializados.
A expansão da iniciativa continua em andamento. A meta da Prefeitura é implantar mais seis polos até 2028, ampliando o alcance territorial da política pública esportiva.
A iniciativa também se conecta a ações realizadas em parceria com o Governo do Estado para fortalecimento da prática esportiva e ampliação da estrutura de atendimento a jovens atletas na capital. Ao longo do semestre, também são realizados encontros de integração entre os polos, além de competições que envolvem o Centro Olímpico.
O trabalho é desenvolvido em dois níveis: no organizacional, com padronização das categorias, frequência dos treinos e estrutura; e no técnico, com diretrizes metodológicas comuns, conduzidas por profissionais qualificados e com experiência em alto rendimento. Os polos têm autonomia para adaptar as atividades às especificidades locais e dos participantes.
Descoberta de talentos e treinamento: na prática, a formação vai além do desempenho técnico e inclui aspectos coletivos e individuais. O treinador de handebol Rodrigo Kenji explica que o trabalho envolve adaptar o aluno para que ele tenha um desempenho melhor dentro das características do seu biotipo. “Nas questões técnicas, ensinamos desde os conceitos básicos, como finta, passe, recepção e jogo de desmarque, até aspectos mais complexos da parte tática. Já no aspecto coletivo e psicológico, buscamos fazer com que ele entenda que o handebol é um esporte em equipe e que depende dos colegas para jogar”.
Fonte: capital.sp.gov.br

