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05/06/2026
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05/06/2026Nos Centros Especializados de Reabilitação (CERs) da Prefeitura de São Paulo, pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) contam com o apoio de um robô que utiliza dinâmicas semelhantes às de jogos de videogame para auxiliar na recuperação dos movimentos, tornando as sessões mais interativas e estimulantes.
Diante de uma tela com atividades interativas, exercícios repetitivos dão lugar a tarefas inspiradas no cotidiano, como arremessar uma bola, pescar, pintar ou servir uma refeição. Cada movimento é monitorado em tempo real, com registro de dados como força, velocidade, trajetória e precisão.
Os números da Secretaria Municipal de Saúde refletem tanto o avanço da oferta pública quanto a crescente demanda por cuidados diferenciados após o AVC, com um aumento de 74% de 2021, com mais de 10,1 mil pessoas atendidas, para mais de 17,6 mil em 2025. Os tratamentos de reabilitação abrangem dimensões física, auditiva, intelectual e visual.
Entre as estratégias terapêuticas, a robótica vem ganhando espaço como aliada. Utilizado de forma complementar aos demais atendimentos, o Assistive Rehabilitation Machine (ARM) — robô portátil desenvolvido no Brasil — auxilia na recuperação dos movimentos dos membros superiores por meio de uma manopla que conduz o paciente em atividades virtuais.
Tratamento personalizado
Segundo Viviane Barreto Sales, terapeuta ocupacional do CER IV Dr. Milton Aldred, no Grajaú, o diferencial está na capacidade de personalização do tratamento. “O interessante do robô é a possibilidade de fazer uma avaliação inicial, verificando o quanto o paciente tem de força e precisão do movimento, para determinarmos o nível de suporte a ser oferecido na terapia. E, no final de cada sessão, é gerado um relatório com o desempenho do paciente para podermos planejar os próximos passos do tratamento”, explica.
O sistema também ajusta automaticamente o nível de dificuldade, aumentando gradualmente os desafios conforme a evolução clínica. Essa lógica, semelhante à de jogos eletrônicos, contribui para maior adesão ao tratamento e permite um volume elevado de repetições — fator essencial para a recuperação motora.
A terapia robótica não substitui os demais cuidados e integra um plano amplo, que pode incluir fisioterapia, fonoaudiologia, neuropsicologia, acupuntura, hidroterapia e estimulação cognitiva, conforme a necessidade de cada paciente.
De acordo com especialistas da rede, a combinação entre tecnologia e acompanhamento multiprofissional tem contribuído para resultados mais consistentes — especialmente diante de uma mudança no perfil dos pacientes. “Os casos de AVC têm ocorrido em idades cada vez mais jovens, reflexo de um estilo de vida marcado por estresse, má alimentação, sedentarismo e outros fatores de risco”, afirma Viviane.
Fonte: capital.sp.gov.br

